Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Quarta-feira, 28 de Novembro, 2012

Não reajo bem a imposições. Muito menos quando me querem obrigar a dar presentes de Natal a crianças (filhas de "amigos") com quem não tenho qualquer ligação. E com a desculpa que a tradição é a troca dos presentes no Natal e que para as crianças gostarem de ir aos jantares que os pais (das crianças) organizam, nada como oferecer-lhes presentes.

 

Repito, não gosto que me imponham ou que forcem a fazer nada. Tenho a mania de reagir na direcção oposta. Temos pena. É a minha veia de "ser do contra" a sobrepor-se a tudo o resto. Mas, para além desta minha característica (seja ela defeito ou qualidade, não vou por aí agora), irrita-me que se esteja a reduzir o Natal à troca de presentes. É, literalmente, o mundo ao contrário.

 

Mais, quem está a sugerir (ou apresentou a ideia) é, supostamente, uma católica praticante. Vejam só! Eu, que há muito deixei de ser "praticante" de acordo com o dogmas actuais da igreja católica - por muitos e variados motivos que não merecem a pena referir neste momento - acho que o Natal, mais do que trocar presentes, deve ser a oportunidade de juntar a família. E família, para mim, tem um sentido alargado. Porque alguns amigos fazem parte da minha família, de outro ramo da minha família, se quiserem. E é por essa razão que nesta quadra natalícia participo em inúmeros jantares e confraternizações, com diversos grupos de amigos. Porque entendo que é uma excelente "desculpa" para nos reencontrarmos. Alguns deles (família ou amigos) só os vejo mesmo nestas alturas. Seja pela distância geográfica, seja porque as vidas nos guia por caminhos paralelos. De qualquer forma, insisto, o prazer é estarmos todos juntos. Das conversas. Dos disparates. De brincar com os miúdos. Tudo isso é, sem sombra de dúvida, muito mais importante do que "aliciar" as crianças a estarem presentes só porque irão receber oferendas.

 

Talvez quando e se algum dia eu tiver filhos pense de maneira diferente. Mas, por enquanto, esta é a minha ideia.

 

Ah, de realçar que neste grupo em particular - de onde surgiu esta ideia peregrina - tínhamos acabado de abolir a troca de presentes do amigo mistério (instituída há mais de 10 anos, entre os adultos), a bem da conjuntura económica. E decisão que eu apoio totalmente (naturalmente, de acordo com o discurso que acabei de referir).

Agora... não me obriguem a comprar presentes para crianças com as quais eu não tenho qualquer ligação, para quem eu não quero dar nada, com a desculpa de aliciá-las a estarem presentes no jantar de confraternização. Ora bolas! No meu tempo de criança, só a oportunidade de poder brincar com outros miúdos era aliciante o suficiente para eu ir com gosto. E quando não havia crianças da minha idade, havia sempre algum adulto que interagia comigo (em geral eu faço isso com alguns deles, naturalmente, com aqueles que tenho mais confiança, os "meus sobrinhos").

 

É que não me faltava mesmo mais nada. Espera aí sentadinha, espera!

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publicado por K às 13:54

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