Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Quinta-feira, 30 de Julho, 2009

 

Hoje é, um dia, sem sombra de dúvida, complicado. E está, efectivamente, a mexer mais comigo do que eu imaginaria. Acho normal, atenção. Também penso que não é o fim do mundo. A verdade é que contrariamente ao que eu até inicialmente imaginava, consegui dar, efectivamente, a volta por cima, ultrapassar a crise e o terramoto que assolou a minha vida (vai fazer um ano em menos de um mês, como o tempo passa!!!). É sem sombra de dúvida, muito positivo, quando conseguimos surpreender-nos, no sentido em que, efectivamente, somos (muito) mais fortes do que alguma vez imaginávamos, capazes de enfrentar grandes catástrofes e com algum sangue frio (que eu nunca imaginava ter) conseguimos dar a volta à situação (até mais rápido do que sonhava: sintoma, aliás, que há já algum tempo que a ruptura estaria eminente, só não via… quem estava cego! Mas adiante, que o post de hoje não tem nada a ver com isso).
Não me acho mais do que a maioria dos comuns dos mortais. Muito menos uma super-mulher, ou coisa que o valha. Sinto que consegui sair mais forte de toda esta situação (estes quase dois anos e tal de grandes tormentas pessoais, com doenças muito graves, morte e que culminaram no meu divórcio). Creio que terei aprendido bastante sobre mim e sobre a vida, o que é bastante positivo. Em grande parte não me arrependo da escolha que foi feita. Talvez lamente algumas coisas, mas, como isso agora não leva a lado nenhum, tento não perder muito tempo com isso. Agora é inevitável que hoje me sinta mais pumbinha. Apesar de ter a certeza que foi a melhor decisão, disso não tenho a menor dúvida e, cada dia estou mais convicta. Então, para quê tudo isto? Porque apesar dos pesares, não posso deixar de pensar no disappointment que foi. Em especial ter acreditado (tanto) em alguém que deixou de lutar, não assumiu uma série de coisas e a juntar a tudo isso… mentiu. Claro que dói e não passa de um dia para o outro. Bem, atenção, a nossa relação não tem nada para “passar”: já era! E não é sobre isso que estou para aqui há não-sei-quantos-minutos a escrever. Refiro-me à questão de, depois da grande decepção, desilusão que tive, vai ainda ter de passar muita água, até que eu me sinta preparada para embarcar noutro relacionamento, com o mesmo empenho e entrega. Eu sei que parece “chato”, mas é o que eu tenho e sou… e a mais não sou obrigada. Azareco!
Desgraçado de quem vier a seguir, ou talvez não ;)
A verdade é que, aproveitando para fazer o balanço dos últimos onze meses, efectivamente, consegui atingir alguns dos objectivos (quem diria, heim?) e outros estão muito bem encaminhados e... sinto que ainda agora estou a começar nesta minha "nova vida" "recomeço" e "mudança de atitude". Ou seja... this is the way!!!
publicado por K às 08:33

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Dias de Verão: praia, calor. Dias de Inverno: frio e neve. Família. Amizade sincera. Amor. Cantar a plenos pulmões. Dançar até cair para o lado. Boa gargalhada. Fazer tudo e coisa nenhuma. Música. Bom livro. Bom filme. Gelados. Chiquelates. Café. Chá. Dormir. Acordar com vontade de gozar o dia. Conversar horas a fio. Silêncio. Mar. Lua. Estrelas. Guiar sem destino. Viajar. Fotografia. Cheiro a "chuva molhada". Campo. Cidades. Cães. Ar livre. Futebol. Escrever. Pão quentinho com manteiga. Não dar pelo passar do dia. Férias. Trabalho... (nota: ordem aleatória)