Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Sábado, 10 de Março, 2012

Como se faz quando as saudades apertam de tal forma que achamos não conseguir resistir a tal ausência?

Como se faz quando quero contar algumas das coisas que me vão acontecendo?

 

Por exemplo, que hoje, a fazer o teste, em algumas alíneas a coisa não correu muito bem: reparei que estava a enganar-me, tive de corrigir, voltar a fazer. O que será daquelas em que eu não dei conta? Tenho a certeza que a sua resposta seria, na hora, «Pois, não estavas com atenção, concentrada, é sempre a mesma coisa.». Algo que, no momento, me deixava furiosa, mesmo! - então, estava eu a queixar-me e a querer conforto, e, às tantas, recebia um "puxão de orelhas"! - mas, naturalmente, logo entendia que tinha razão. Fosse pelo motivo que fosse: desconcentração, distracção, whatever... a mãe tinha razão.

Ou que, por outro lado, tendo o professor inovado lá numa questão, eu dei pelo pequeno detalhe e, creio, resolvi bem o exercício, da forma mais lógica. Nesta, tenho a certeza, o elogio seria rasgado.

Culminaria com o meu desapontamento global, em rescaldo da execução do teste. A última parte foi a pior e não estou muito segura do que irá sair dali.

Era nestes momentos que ouvia o encorajamento: «Deixa lá. Fizeste o teu melhor, não foi? Estudaste, resolveste os exercícios. Agora é esperar. E se calhar é como tantas outras vezes "corre-te mal e depois até tens uma boa nota".» Mesmo que depois a nota não fosse assim tão boa. Não interessava nada.

 

Tenho saudades de lhe contar o meu dia-a-dia. Das coisas mais corriqueiras, às excepcionais. Ia ficar tão contente quando lhe contasse a surpresa que N. me fez na Quinta-Feira, o dia internacional da mulher. Ia ou está, às tantas está aí a controlar tudo, como era habitual, nada lhe escapa.

 

Tenho tantas, mas tantas, uma imensidão de saudades suas mãe. E tenho saudades de tudo o que fazíamos, do que falávamos, do que omitíamos, da nossa cumplicidade. Como fazer? Como?

 

Não está a ser fácil. Mas vou andando, mesmo que, por vezes, com passinhos muito pequeninos.

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publicado por K às 11:11

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