Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Terça-feira, 29 de Novembro, 2011

A propósito da notícia dos hackers e da divulgação dos dados pessoais da polícia...

Preocupa-me porque estão a atacar (ou a querer) quem, supostamente, existe para nos proteger e, até ver, age cumprindo ordens.

Não concordo com anarquias e, temo, esta malta deve ser grande defensora destes regimes.

 

Lamento quaisquer abusos que possam ter ocorrido durante as manifestações mas, na minha opinião não é desta forma que se resolvem os problemas. Continuo a achar que se ao contestarmos algo ultrapassamos o razoável, perdemos toda a razão.

Nestes casos, o que sucede é malta querer vangloriar-se de ter conseguido este ou aquele feito - leia-se ter conseguido ultrapassar esta ou aquela barreira - qualquer desculpa serviria para anunciar que tinham acedido ao site em questão e aos elementos, supostamente, bem guardados.

 

Eu sou das que acha que nada nem ninguém está perfeitamente seguro de ataques desta natureza - não vale a pena ter ilusões - e, com tal, temos é de ter algum cuidado sobre a informação que damos. Agora, achar que este é o caminho... não, meus caro, nada disso. Vão trabalhar, malandros, que há muito boa gente que só quer mesmo isso: que os deixem fazer a sua função.

 

Em três dias dois episódios de vandalismo... é caso para perguntar: o que se seguirá?

Ainda estamos a aquecer para algo mais sério? Ou o pior já terá passado?

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publicado por K às 13:48

É verdade que não é assim que estas coisas devem ser resolvidas. Mas viu algum sinal de que governo, sistema de justiça ou instituições policiais tencionem investigar e punir os responsáveis pelas acções policiais violentas e criminosas de dia 24? Não, pelo contrário, vieram a público congratular-se com o que foi feito.

Ora, se as autoridades suspenderam as regras democráticas e as leis da república, não se pode criticar muito quem reage por outras vias, à falta das legítimas. A responsabilidade é de quem não cumpre nem faz cumprir a lei, e mais genericamente de todos os que acham o que sucedeu normal (e sê-lo-á... em ditaduras africanas).

Chamo-lhe a atenção para o facto de que não houve no dia 24 nenhum episódio de violência que não o protagonizado pelos ilegalíssimos provocadores infiltrados, testemunhado por uma pequena multidão e registado em vídeo (até pela RTP, que convenientemente se esqueceu dessa filmagem até a denúncia surgir noutros lados, mas depois a passou. E noto também que todos os supostos manifestantes perigosos, incluindo o suposto procurado pela interpol, foram libertos no dia seguinte - só para não perdermos tempo a discutir inexistências.
Inês Meneses a 29 de Novembro de 2011 às 14:20

Ia responder mas vi o comentário da Inês e efectivamente pouco ou nada terei a acrescentar.
Quando aqueles que nos devem proteger, são aqueles que incitam à violência e à desordem o que nos resta a nós povo perante homens armados até aos dentes? Quem era a ameaça? O que fazer quando as vias legais nos são totalmente vedadas pois é deles que dependemos para que justiça seja feita?
bigcanopus a 29 de Novembro de 2011 às 22:30


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