Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Segunda-feira, 07 de Novembro, 2011

E isto a propósito de quê?

Uma grande, grande amiga – e não, não é um grande, grande amor, como canta o tio Cid (e se calhar até é, mas outro tipo de amor) – deu-me presente, quando regressou da Turquia, um porta-chaves daqueles que têm um olho azul que, dizem, protege das “invejas, mau-olhado” e coisas que tais. Como, até prova em contrário, andar / utilizar uma coisa daquelas, à partida, não faz mal nenhum, e, para além disso, como o azul é até bastante giro, desde que ela mo ofereceu que o tenho utilizado como porta-chaves das chaves de casa.

 

Até reportei aqui o incidente de quando, desastrada como sou, resolvi deixar cair o dito porta-chaves, e o belo do olho (que supostamente protege) se quebrou. Já na altura, depois de me ter informado – é a tal história, supostamente não acredito nas bruxas... mas, na dúvida, o melhor é prevenir – fiquei a saber que quando isso sucede (o olho partir-se) é sinal que estávamos a sofrer o dito efeito das “invejas” e que o quebrar do olho é para nossa protecção. É sinal que está a fazer o propósito: proteger-nos da coisa. Claro que se ele se parte, cumpriu o seu propósito mas, em simultâneo, findou a sua vida. Se queres continuar protegida, o melhor é arranjares outro “olho”.

Na altura, essa tal amiga, quando lhe reportei o sucedido e como, até, o porta-chaves danificar-se significava bom prenúncio: a protecção tinha funcionado; ela, que é uma querida, vai de arranjar-me mais um que ainda lá tinha. E que, desde essa altura tenho usado, ainda, no porta-chaves de casa.

 

Um ano e tal passou desde então (agora que faço as contas, está quase a fazer dois anos). Nos últimos tempos (talvez de há um mês e meio para cá) deixei cair as chaves de casa umas três vezes e, de todas essas alturas, nem um único arranhão no dito (porta-chaves com o olho). Hoje, há pouco, enquanto esperava pelo elevador, lá deixei cair, uma vez mais o porta-chaves e... foi desta que (este) olho se partiu: metade para cada lado (será que partem sempre às metades?.

 

Servir-me-á de consolo saber que, supostamente, terá funcionado a protecção (e que demorei bem mais tempo até danificar este porta-chaves). Mas, quem raio terá inveja de mim? Só se for um louco, varrido. Agora, vou ter de arranjar outra solução para andar com o dito olho e esquecer, de vez, a hipótese de o utilizar como porta-chaves. É que há um factor, que não se pode negligenciar no meio de tudo isto: de facto, eu sou muito, mas mesmo muito, despistada e igualmente desastrada. Logo, irei continuar a deixar cair ao chão, vezes sem conta, os porta-chaves (sejam eles o que forem). E pode tratar-se apenas e só disso: K. desastrada.

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publicado por K às 23:37

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