Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Quarta-feira, 01 de Outubro, 2008

Ainda (e sempre) o mesmo...

Mesmo tendo tido uma tarde complicada, em termos profissionais, com um energúmeno que não sabe nada de nada e ainda tem o displante de por em causa a minha competência técnica. Isto aos berros, completamente descontrolado... Já é a segunda vez que este asno me faz isto... só me saem destes. Do alto do seu pedestal, feito em barro, a dizer disparates, atrás de disparates. Enfim... um dia destes tenho de começar a recolher estas pérolas que vou ouvindo, para começar a fazer um "best of". A (única) vantagem é que enquanto estou "entretida" com estas "brejeirices", consigo desviar o meu pensamento do... costume.

Sim, porque mesmo com a tarde complicada como foi... quando o dia acaba. E hoje até acabou bem cedo, isto é, comparativamente com os últimos tempos. Espero, espero mesmo, daqui a uns tempos este seja o meu horário "habitual" de saída e não a excepção - eu chego lá, como chegarei a outros objectivos... "me aguardeeeee". Onde é que eu ía mesmo? Ahhh A questão é que o dia acaba, regresso a casa - onde, infelizmente e contra a minha vontade e desejo, tudo continua exactamente igual, as coisas nos mesmos sítios... sim, ainda não vieste cá tirar as tuas coisas, nem sequer, pelo menos "encaixotá-las" - e vem "a neura". Chega devagarinho, assim como aquelas dores de dentes. E, quando se dá por ela, o desconforto e o sofrimento são de tal magnitude que não sabemos o que fazer...

 

Custava muito vires cá arrumar o que é para levares?

Largar a bomba sabes fazê-lo. Por-te a milhas também. Querer avançar com os papéis - e um mês para se marcar a conservatória é imenso tempo, palavras tuas - então nem se fala. Mas, para não variar, deixas as coisas pela metade.

O teu roupeiro e armários ainda estão com grande parte das tuas coisas. No escritório a mesma coisa. Mas, o pior, para mim, pelo menos agora, são as fotografias que ainda estão espalhadas por todo o lado. Há dias em que consigo ignorá-las - nem dou por elas, é como se não estivessem lá. Outros há (como hoje, deve ser da vontade de estudar) em que os meus olhos só focam as molduras.

 

Isto para já não falar na tua postura. O não tratares de outros assuntos... O importante são os papéis do divórcio andarem, e estarmos divorciados o mais depressa possível. O resto, não queres saber, não estás nem aí. Se me supreende? Nesta altura, de ti, já espero tudo. Ou quase.

É óbvio que não faz parte do meu feitio "fazer-te a vida negra". E se esse foi o caminho que escolheste. É esse o que irás levar. Não me oponho ao divórcio - são precisas duas pessoas para uma relação funcionar, uma só não consegue. Se um não quer... dois não fazem - não coloco entraves, não te dificulto. Tudo o que havia a tratar da minha parte fiz, atempadamente, sem arrastar... nada.

Agora, para não variar, o teu comportamento é completamente antagónico.

Por um lado já querias estar divorciado.

Por outro nem sequer vens cá tirar as tuas coisas, ou mesmo colocá-las dentro de caixotes.

Nem a correspondência. Nem tratar de passar algumas coisas para o meu nome... não, isso não interessa nada.

 

É claro que numa situação destas, pelo menos, as duas pessoas directamente envolvidas sofrem muito. Obviamente que as pessoas que nos apoiam e que estão ao nosso lado (família e amigos) também são afectados. Ninguém diz que é fácil.

Pelo menos podíamos, ambos, tentar minimizar os efeitos.

Isto sou eu a falar. Está claro como água (aliás, toda esta situação, criada por ti ilustra muito bem isso mesmo) que não estás nem aí. O que te interessa é o teu bem-estar, os outros que se lixem, para não estar a dizer outra coisa.

 

Eu queria mesmo que tirasses as tuas coisas, que pelo menos desta vez, não deixasses arrastar. Para que, daqui a uns tempos, quem sabe consigamos, pelo menos, manter uma relação de amizade.

Eu preciso de dar uma volta às coisas aqui em casa. Conheço-me muito bem. Vai ser uma forma de me ajudar a ultrapassar toda esta situação.

Entretanto, vou descarregando a raiva, a mágoa, para que todos esses sentimentos saiam, de vez. É que eles têm de sair para eu conseguir seguir o meu caminho. Agora estou ao "ralenti". Mas em breve, espero que MUITO EM BREVE, estarei em velocidade de cruzeiro (também uma aceleração muito rápida pode não trazer benefícios nenhuns ao meu motor, por isso, sei que tenho de calma e paciência... mas custa tanto que desejava mesmo já estar a uns meses deste momento...) e no percurso indicado.

 

E pronto, posto isto, acho que é agora que vou estudar... caso contrário, amanhã vão pedir-me para simular estar a socorrer alguém e ainda faço tudo ao contrário.

publicado por K às 19:23

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