Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Terça-feira, 12 de Julho, 2011

Dói o coração e, quase sempre, que vou ao hospital (e ao IPO em particular) fico abalada com o que testemunho. Neste caso concreto, a camarata onde ficou a minha mãe é a mesma de há 3-4 semanas atrás. Duas das ocupantes permaneceram, todo este tempo lá e é perfeitamente visível a degradação da sua condição. Mexe connosco, não há como negar. Sentimo-nos tão pequeninos, mas tão minúsculos. Depois saímos, ainda meio perturbados e somos inundados com queixas, mais ou menos triviais, do quotidiano de quem nos rodeia. Penso, de imediato (mas não verbalizo), que essas preocupações, por muito legítimas que sejam, comparadas com o que acabámos de testemunhar são festas de arromba. Volto a reflectir que ninguém deveria passar por tamanha provação da sua condição e ninguém merece terminar desta forma. Já acompanhei, bem de perto, o definhar, o morrer lentamente, de pessoas que me eram (e são) bem queridas. E custa, dói mesmo muito. Tanto para elas, como para quem gosta (delas) e está a assistir a tudo. Somos tão pequeninos. Mesmo.

Felizmente - e agora vou dar uma de egoísta insuportável - que a minha mãe, até ver, está longe disso. Mas, já houve momentos, não muito longe, que esteve a roçar este estado e todos, ficámos, naturalmente, bastante apreensivos.

Admiro todos os profissionais - os que são dignos desse nome - que estão ligados a esta bendita doença, desde os auxiliares até aos médicos e sem esquecer os voluntários.

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publicado por K às 20:57

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