Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Terça-feira, 07 de Junho, 2011

Fez no passado Domingo, dia 05, exactamente um ano que resolveste sair sem sequer te despedires. Às vezes dou por mim a pensar que, se calhar, até foi melhor assim. Sem despedidas lamechas, daquelas em que todos, todos sem excepção, choram baba e ranho (aqui está mais uma palavrinha que gosto bastante). É (mais) uma daquelas injustiças. Das que custa a entender. Vamo-nos conformando, dentro do possível, depois de passado o embate inicial. Mas custa, custa sempre. Em especial ver o quanto estão a sofrer quem estava mais perto de ti. E sim, dói muito, mesmo. Vou continuar a lembrar-te com a tua boa disposição, "boa onda" e, claro, a cumplicidade que sempre tivemos nas mais pequenas coisas. Às vezes numa simples troca de olhares, de quem concorda sem proferir uma palavra, num ataque de riso adolescente - daqueles que não se explica, vive-se - numas férias bem passadas, em conversas banais e das sérias também. Vivemos tanto e partilhámos tanto que, por vezes, ainda custa a acreditar que não estás à distância de um telefonema. Ultimamente era assim que falávamos mais. Em especial quando aqui a chata queria pedir-te algo. Afinal, tinhas sido promovido a meu gestor de conta, não é para qualquer um, atenção. Resolvíamos tudo num ápice, depois de nos inteirarmos de como íam as coisas com as respectivas famílias. Olho com saudade para tudo o que vivemos. Crescemos juntos e partilhamos imenso. Eras quase como um primo e tenho saudades tuas. Aos 32, quase 33, com tanto pela frente... custa aceitar.

Tenho a "mania" de associar músicas a pessoas quem me dizem (ou já disseram) alguma coisa - sim, também o faço a momentos que já passei, assim ao jeito de banda sonora da minha vida, mas enfim... - e a ti, Nuno, uma das músicas que associo, imediatamente é esta, sem sombra de dúvida:

Xutos e Pontapés - Circo de Feras

No final dos anos 80 início dos 90, não sei precisar, com exactidão, quando terá sido, chegaste lá a casa (juntamente com a tua irmã) com o vinil desta música ao vivo. Tinha acabado de ser lançado, o album ao vivo. Ouvimos na minha velhinha aparelhagem sem parar. É difícil seleccionar um momento entre tantos que tivemos. Foi uma vida a crescermos juntos. Obrigada, Nuno. Obrigada por me teres deixado fazer parte do teu mundo. Eu vou continuar a lembrar-te pelos melhores motivos e pelas excelentes recordações. Sim, um dia destes ganho coragem e apago o teu número da minha agenda. Dá-me tempo... sim? Às vezes sou um pouco lenta... lembras-te? ;)
Vai dando aí um olhinho por nós, sim? Em especial pela tua irmã e pais que ainda estão muito abalados.

publicado por K às 20:26

olá! lamento que tenhas ficado sem um bom amigo, ou namorado. custa ver partir, de quem gostamos e que sempre nos deu tanto. Pelo menos é assim que vejo, aqueles que partiram e de quem tenho muitas saudades ( avós, amigas idosas, tio-avô, amigos com idade p serem meus Pais ou tios, muitas pessoas ) mas a vida é assim. por exemplo, questiono-me porque é que não acontecem coisas mázinhas aos traficantes de droga. por exemplo, acidente da Sónia Brazão..porque é que não aconteceu isso a um traficante de droga?

no texto, á entrada do blog, noto uma certa tristeza nas palavras. o que vai dentro de ti ? se quiseres desabafar, já sabes, beijos e um abraço
nuno a 7 de Junho de 2011 às 22:28


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