Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Sexta-feira, 22 de Abril, 2011

Acabei de ler esta notícia que, por sua vez, me leva para a carta que Hélder Fernandes, correspondente da TSF publicou num dos jornais mais populares da Finlândia. É a chamada bofetada de lufa branca com uma classe impressionante. Obrigada, Hélder. E obrigada a quem nos defende, dentro e fora de fronteiras. O Hélder lembrou a esse povo instruído (que agora acha que não deve contribuir para o resgate financeiro do nosso país) que, em tempos, numa altura em que tínhamos um regime ditatorial (curiosamente de direita, como agora os políticos da Finlândia, vejam lá a coincidência!) e que passávamos algumas dificuldades (sempre a nossa história... será?), mesmo assim, isso não nos impediu de dar e apoiar a Finlândia logo após o confronto que tiveram com a Rússia. Ora toma! Seus mal agradecidos!
Para além de tentar colocar os Finlandeses, esse povo evoluído culturalmente e tudo e tudo, no seu devido lugar, gosto que, também o Hélder concorda comigo (num ou dois posts atrás) relativamente à questão financeira actual. Todos, mas TODOS os partidos políticos líderes e afins, TODOS são culpados ou cúmplices do estado em que estamos. Com tanta ajuda que veio, para alguns, foi só meter ao bolso - sim, eu sei que não foram só os políticos, à sua volta foi criada uma nova classe social, que aí gravitava, à espera de receber o seu contributo para, só dessa maneira, fazer o seu papel no jogo de influências. Todas essas bocas foram alimentadas. E tão famintos que eles estavam, coitados! - e isso é o que me entristece mais. Tivemos as oportunidades, não nos podemos queixar, no entanto, deixámo-las escapar porque achávamos que isto (fundo comunitários e afins) não tinha fim, era à grande. Não pensámos no futuro, no poupar agora e investir, para depois ir recolher. Isso deixa-me desiludida, triste.
Mas o que eu também gostei foi a confiança que o Hélder, lá em Helsínquia, tem em nós. Os que cá estamos e cá ficamos. Os que acham que, apesar de tudo, vai ser possível - não sabemos bem como - dar a volta a tudo isto.
Obrigada, Hélder, obrigada!

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publicado por K às 11:11

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