Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Terça-feira, 19 de Abril, 2011

Tenho o (péssimo) hábito de, onde chego, tirar o relógio e pousá-lo em cima da mesa. No local de trabalho, pois então, não foge à regras e o dito - que, by the way é lindo - passa todo o santo dia pousado em cima da minha mesa. No meio dos "tufones", da água, óculos de sol, chaves do carro, e todo um conjunto de tralha que, todos os dias povoa a minha mesa - atenção, quando saio, ao fim do dia, fica tudo arrumadinho, comme il faut - lá está o relógio (às vezes até os anéis, quando a coisa está mesmo a apertar). Pois bem, até aqui tudo normal. Ontem, quando saí e estava a caminho da ginástica, dei por falta do relógio. Pensei que estivesse no meio da carteira - outro país onde tudo coexiste em perfeita harmonia e local onde encontramos os mais diversos objectos, adiante - e não pensei mais nisso. O dia terminou e eu sem dar por falta do relógio. Esta manhã, no ritual habitual de coloca isto e mais aquilo, resolvo ir procurá-lo. Nada! Constato que não está perdido no meio da carteira. "Deve ter ficado em cima da minha mesa" - pensei. Quando cheguei ao escritório, verifico que não está. "Deve estar, algures, lá para casa" - foi o meu pensamento. Já com o dia de trabalho a terminar, encontro - como é usual - uma das senhoras da limpeza que são bastante simpáticas. Para além dos cumprimentos habituais remata logo «K. fui eu ontem que encontrei o seu relógio em cima da secretária, liguei para a Portaria e disseram-me que o melhor era deixá-lo lá. E eu assim fiz. Já lá foi buscá-lo? Sabe, é que eu não quero problemas para o meu lado...» Agradeci-lhe, na hora e no minuto seguinte já estava a caminho da Portaria para resgatar o meu belíssimo relógio. Sortuda, é o que eu sou! Agora a ver quanto tempo irá passar até que eu volto a deixá-lo, esquecido, num outro lugar qualquer. Vidas! O que vale é que ele, relógio, não amua comigo e continua a "funceminar" na perfeição!

publicado por K às 19:24

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