Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Segunda-feira, 17 de Janeiro, 2011

É raro encontrar vizinhos no elevador - acho que já tinha referido mais do que uma vez - no entanto, tenho de admitir que das vezes que encontro alguém, geralmente, há sempre algo a comentar. Hoje foi um casal, devem ter, pouco mais ou menos, a minha idade - logo, são novíssimos, LOL - e com um crianço piqueno. O rapazola estava no carrinho, a dormir, como se não fosse nada com ele. A mãe empurrava o carrinho, enquanto apoiava o "pacote" de fraldras (provavelmente acabadas de comprar) junto ao guiador (?) do carrinho. O pai ía carregado com o portátel e mais uns documentos.
Naquele compasso à espera que o elevador chegasse, o pai resolve quebrar o gelo (sim, já tínhamos passado a parte do "boa noite"): "Já usa dos 3" - eu que não entendo NADA do assunto, rapidamente percebi que se tratava do tamanho das fraldras. Pois, na embalagem tinham um "3" bem grande. Resposta da mãe, na hora "Oh (não-sei-quantos) já usa dos 3 há muito tempo!" - assim num tom meio gozo, meio reprovador. O pai ainda tenta desculpar-se: "Pois, se calhar, até já mudei algumas dos 3, mas nunca tinha reparado". E eu ali no meio. E fazer o quê? Nada. Deixei-me ficar, quietinha. Sugadita. Na minha. Percebeu-se que houve ali um momento de tensão. Entretanto, o elevador chegou. Entrou o carrinho e a mãe, depois o pai. Só depois eu. Já no elevador e enquanto não chegávamos ao meu piso, resolvi meter conversa. Assim, para tentar quebrar o gelo. "Está a dormir, descansadinho" (eram quase dez da noite, horas mais do que normais para o crianço estar a descansar). A mãe logo confirma: "no carro adormece logo" - parece que é este e quase todos.
Enfim, consegui sair do elevador, sem que eles, à minha frente, se pegassem. Pelos vistos moram no piso acima de mim. Não sei se mesmo por cima do meu apartamento - não me lembro de ouvir algum bebé a chorar...
Há sempre aquela coisa, do paizinho querer armar-se em engraçadinho, perante terceiros; quando, na grande maioria das vezes, não está nem aí. Porque tem muito trabalho e um deadline importante e patati, patata. Atenção, sei que há EXCELENTES exemplos que contrariam esta minha opinião. Infelizmente, à minha volta, não tenho muitos (bons) exemplos destes. Vidas! Fazer o quê?

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publicado por K às 22:37

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