Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Quarta-feira, 05 de Janeiro, 2011

Sabem o que eu vos digo? Está tudo louco. TUDO. Tive cá em casa um grupo, reduzido, de amigas. Poucas mas boas. Então não é que uma delas fica ofendida pela maneira como eu lhe disse não sei o quê, diz que lhe levantei a voz e que ela não é uma menina de oito anos e, vai daí, diz que não se sente à vontade em minha casa e vai-se embora? LOUCO! Está tudo LOUCO! Apesar de eu ter apresentado desculpas, de lhe dizer que, da minha parte não levantei a voz, pelo menos não era essa a intenção, de ter voltado a pedir desculpas. Não entendo. Ela é que acabou por ter uma atitude de menina de 5 anos. Está tudo louco! E até poderia ter razão - que não tem, nem vou por aí agora - mas com uma atitude destas... Mas, terá andado nos copos? A sério. Não entendo. Ah e isto tudo - vejam o quão ridícula é a coisa e foi isso mesmo que eu também lhe tentei transmitir - porque estávamos a falar de um filme que metade ainda não tinha visto e ela resolve começar a desvendar a coisa. (Tipo a mesmo coisa que alguns críticos de cinema fazem, com os benditos dos spoilers, sem aviso prévio). E quando ela começou a dizer isso, eu cortei-lhe a palavra, afirmando (qualquer coisa como) "não digas!" - diz que foi aqui que levantei a voz. Sinceramente, não tenho essa noção. Mas eu conheço-me, posso ter elevado, no momento, o tom e posso ter falado algumas oitavas acima. Esta minha amiga também já me conhece vai para oito anos. POIS! - Se era motivo para ter sido interpretado da forma que foi? Naturalmente que não. Se o assunto levava a uma tomada de postura do "não me sinto bem em tua casa e vou-me embora" - pelo meio ía levar a amiga que foi uma das razões porque nos reunimos e queria levá-la também, naquele instante (creio, até, que assumiu que era isso que ia acontecer: "Bem, M. vamos"); até que outra amiga se ofereceu para levar - Alguma vez? Está tudo doido, é o que eu vos digo. Mesmo comigo a pedir desculpas. Bolas, é o mínimo. Nada. Continuou na dela.

Esta minha amiga é um tudo nada mimada - não sei se dá para perceber. Estou a ser mazinha, mas acho a atitude completamente desproporcionada e acabou por estragar a nossa noite também e a minha em particular. Apesar de ter feito um esforço para tentar ultrapassar.
Creio que deve estar com algum strec e resolveu descarregar em mim.
Não há pachorra! Não me faltava mais nada. Reunir-me com as minhas amigas, cá em casa e corrê-las, insultando-as. Pois, é o que eu faço todos os dias! Doido, está tudo doido!
Estou num misto de irritação - IMENSA - desapontada, desiludida comigo (também! quem me manda ser tão efusiva? then again, não seria eu... e não teria metade da piada) e bastante triste. Conseguiu cortar o meu barato. E tão contente que eu estava. Raios.

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publicado por K às 00:04

É preciso uma capacidade imensa para gerir as amizades e o dia-a-dia. Não me costumo zangar com os amigos e garantidamente não o farei por assuntos que não valham a pena.
Mais ainda: mesmo quando não tenho a certeza se o que fazem está correcto, defendo-os.
E depois digo-lhes tudo o que penso. E por vezes num tom de voz exaltado. Mas quem me conhece, sabe que sou mesmo assim.
Hoje, uma amiga/irmã veio almoçar cá a casa. Discordamos, actualmente, em assuntos que nos podem magoar. Depois de expostas as respectivas versões, acabei com ela de cabeça no meu colo enquanto falávamos dos novos amores.
Uma boa amizade não pode ser desperdiçada...
CL a 5 de Janeiro de 2011 às 17:18

Pois. As boas amizades resistem a totozisses e estupidezes. As outras não, e ainda bem! A ver vamos o que sai daqui.
K a 5 de Janeiro de 2011 às 20:18


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