Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Segunda-feira, 16 de Março, 2009

Porquê? Alguém consegue explicar-me o porquê?
Eu sei que a vida é mesmo assim, mas não posso deixar de barafustar, de me irritar e de dizer mil e um palavrões.
Por que é que sempre que nos estamos a reerguer, a vida vem e «toma lá mais isto!», só porque sim. Ou «pensavas que já tinha acabado? Think again!».

Parece que ainda não é desta que vamos conseguir respirar de alívio com a doença da minha mãe. E, tal como eu temia (e até tinha algum receio de admitir...), está a acontecer o mesmo que sucedeu ao meu sogro. O cancro já chegou aos ossos. Estou de rastos!
Não é para entrar já em pânico, é certo. Até porque, aparentemente, ainda só está num local. Mas, finalmente, os médicos entendem o porquê das dores que ela tinha. Deviam achar que era fita ou que estava maluquinha. Agora percebem porque é que só com doses "massivas" de medicação ela começou a ter menos dores. E foi preciso o médico da dor pedir para ela fazer o tal exame, para se ver que, afinal, o que todos os outros exames não detectaram... está lá.
É dose!!!!
Ainda estamos meio abananados. Claro que ao pé deles eu não me vou abaixo. Não posso. Não devo. Mas será que isto não termina (obviamente da melhor forma)???? Será?
Mas que Deus é este? Que vida a nossa.
E só me lembro da história do meu sogro, mais a mais está a fazer um ano que se descobriu que estava nos ossos (quase) todos e que seria (e foi) fulminante. Medo!

Nem tudo são más notícias (ou se calhar sou eu no meio deste desespero tento ver algo mais, para não me ir abaixo, nem sei muito bem como). Há já algum tempo que eu tinha sugerido à minha mãe tentarmos algo das medicinas alternativas. Até já tinha um contacto. Ela não queria. O que, diga-se, deixou-me muito apreensiva (há catorze anos atrás ela experimentou e tomou de quase tudo). Hoje, perante a (má) notícia, claro que voltei a puxar o assunto. Ela aceitou (até porque será sempre "complementar" à medicina dita "tradicional"). No meio de tanto azar, há sempre uma janelinha que se abre e nos dá uma réstia de esperança. O tal contacto (estou a falar de um homeopata), após a descrição do caso, mandou-nos lá estar amanhã ao meio-dia. Eu acho que não custa tentar. E, nestas coisas, agarramo-nos a tudo, para não sucumbirmos. A ver vamos como corre.

Amanhã será outro dia. E eu só quero acordar deste pesadelo e saber que a minha mãe está, completa e definitivamente recuperada. O meu pai no meio disto, coitado, lá se vai aguentando como pode. Eu tenho de continuar a ser o pilar.

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publicado por K às 20:09

Nem sempre conseguimos perceber o porquê de certas coisas acontecerem.. É difícil aceitar que coisas tão más possam acontecer a alguém que nos é tão querido, dificilmente haverá explicação para isso.
Resta-nos a nossa força para acreditarmos que a tua mãe, mais uma vez, vai conseguir ultrapassar mais este obstáculo. Ela merece isso. E vais ver que daqui a uns tempos tudo isto não vai passar de uma lembrança... Vai tudo correr bem. Ela tem muita gente a torcer por ela:) Beijinho grande e muita força para todos.
Sónia a 17 de Março de 2009 às 16:20


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