Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Segunda-feira, 29 de Novembro, 2010

Hoje foi dia de jantar só com o meu pai. A minha mãe tinha programa - um jantar de despedida de um colega (sim, ela já se reformou, mas como sempre gostaram muito dela - não se entende - continua a ser convidada para alguns destes jantares) - e para o meu pai não jantar sozinho, veio cá ter.
Pequeno parêntesis. O meu pai é um homem fantástico. Dos que já não existem, numa série de coisas. Mesmo. Noutras... quase que me tira do sério. Este tipo de coisas é um exemplo. A minha mãe, mulher inteligentíssima, sempre conseguiu dar-lhe, muito bem a volta. Se ele estiver sozinho, vai estar a contar os minutos até que ela regresse. Quando ela chegar a casa vai estar com cara de caso, mesmo que diga que não. E durante uns diazitos é capaz de andar com os azeites. Se ele estiver comigo, estará entretido e nem dá pelo tempo passar. É uma atitude, um tudo nada, machista da parte dele. À qual, ela contorna o assunto num abrir e fechar de olhos. Naturalmente, eu não me importo nada, mesmo nada, de jantar com o meu pai.
Aliás, desde há muito que não me lembro de estarmos só os dois (tirando os períodos malditos de quando a minha mãe esteve internada).  Deu para por a conversa em dia, enquanto ouvimos a desgraça do Mourinho e o domínio do Barcelona (e eu cheia de pena de não estar a ver o jogo). Ainda deu para me ajudar a montar um móvel que há mais de três semanas estava estacionado na sala. São estes preciosos tempos, os tais "quality time", que passo com os meus pais e que adoro.
Giro, giro foi a parte em que ele me confidenciou que já comprou o presente que eu lhe vou oferecer (no Natal). Que viu hoje na Bertrand. E que assim escuso de estar a gastar mais dinheiro. Um livro de cavalos árabes. Mal ele sonha que o presente para ele já foi comprado em Outubro. Vai cair do cavalo, quando abrir o meu presente. Vidas.

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publicado por K às 23:28

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