Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Domingo, 28 de Novembro, 2010

Tenho de admitir que, para algumas coisas sou, efectivamente, um tudo nada desarrumada. Coisa pouca (not!). Para outras, contudo, sou bastante picuinhas: tem de ser ali colocado e não há excepções (talvez por ser tão desarrumada, se não estiver "naquele" local, a tal coisa importante, dificilmente a encontrarei - sim, eu já me conheço). Em geral, convivo bem assim. Algumas coisas estão no caos, mas organizado, e, quando preciso delas, mais monte, menos monte lá as vou encontrar. Outras têm de estar no seu lugar, caso contrário... não sobrevivem ao caos. Depois de um dia estafante (em termos de quilómetros percorridos com a bela da bota de salto alto - mulheres!), resolvi que era hora de procurar algo que, parecia-me, cheirava-me, não estava no "tal" sítio. Não era nada de importante, convenhamos, tratava-se, apenas, do meu passaporte - lá está, coisa pouca... ou talvez não. O mês passado quando fui ao lugar dele... dei com o espaço vazio. Pânico. Olhei para a minha secretária - um dos locais completamente absorvido pelo caos e onde este reina há alguns anos, sem que, apesar das minhas tentativas, vãs, consiga destroná-lo - e pensei que estaria numa das múltiplas pilhas de papéis-para-aquivar-um-dia. Hoje foi o dia de procurá-lo. Acreditam que passei cerca de duas horas e... nada? Corri tudo nesta casa. Ou melhor, escapou a casa-de-banho. Do resto, foi tudo. Nada. Já estava quase a desesperar. Enquanto dava voltas à cabeça - sabia perfeitamente a última vez que o tinha utilizado - tentando reconstruir os passos da derradeira altura em que tinha sido vislumbrado. Nada. Pelo meio aproveitava e ía seleccionado, arrumando, algumas coisas - nem tudo é mau, pelo menos serviu para melhorar um tudo nada o caos. Na altura em que resolvi telefonar à minha mãe (ainda sem lhe contar o que se passava), e como estava a arrumar outras coisas, o anormal do gaijo (não tem outro nome) resolve aparecer. Até parecia que estava a rir-se de mim, o estúpido! Estava numa gaveta, estrategicamente, bem arrumado. Acontece que não era a gaveta onde devia estar e, da maneira, espectacular, que o tinha arrumado, quase nem se dava por ele. Só eu! Na hora fez-se luz. Depois da última vez que tinha sido usado, Junho passado, tinha-o no quarto. Estava atrasada e como era dia da empregada vir aqui a casa, antes que ela o colocasse num sítio perfeitamente lógico, mas que eu nunca encontraria, resolvi arrumá-lo na primeira gaveta que encontrei - e que nada a tem a ver com este documento de identificação. É tão típico meu. "O melhor é colocar isto aqui, antes que depois não saiba onde estará". O pior é que só tenho um neurónio e o coitado, volta na volta, esquece-se completamente desses locais perfeitamente lógicos onde arrumei as coisas. E essa precaução só dá asneira, porque depois nunca me lembro onde raio fica esse lugar. Vidas.

publicado por K às 21:53

LOL!!
Bom, confesso-te ser eu bem pior que tu (ou não fosse homem). E olha, não estejas sempre a desatinar com o teu neurónio. Ou ele andará sempre em greve:)))...Mima-o mais:))
Pedro a 29 de Novembro de 2010 às 12:04

mimá-lo? mais ainda? depois de um sábado, inteirinho, com o "dolce fare niente"? já deve a dose dele... o Sábado já lá vai... e nada de queixumes eh eh
K a 29 de Novembro de 2010 às 13:54


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