Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Segunda-feira, 15 de Novembro, 2010

Ontem, ou melhor hoje de madrugada, assisti ao último filme do Woody Allen. Escrito e realizado por ele: You will meet a tall dark stranger (cadê ele?). Para não variar, com um elenco irrepreensível que inclui Antonio Banderas (e desta vez até gostei de o ver, incrível), Josh Brolin, Anthony Hopkins, Gemma Jones, Freida Pinto e Naomi Watts.

 

 

 

Absolutamente recomendável. Mesmo.

(Atenção, a partir daqui os spoilers são mais do que muitos)

 

Para não variar, temos relacionamentos. O cenário desenrola-se na capital inglesa. Quase todos os personagens com situações românticas desfeitas e alguns ao nível profissional também. Os encontros e desencontros que o mestre Woody nos vem habituando. Houve quem tivesse achado que algumas pontas ficaram por ligar. Eu na minha óptica, quase sempre "ver o outro lado" acho que não.
O escritor / ladrão (Josh Brolin) estava no mesmo ponto de partida: com nova mulher (Freida Pinto), enquanto ela não abrisse a pestana, e um livro de sucesso, seguir-se-iam muitos mais falhanços; isto se o verdadeiro autor não acordasse do coma. No final, iria ter o que merecia.
Wally, a agora ex-mulher (Naomi Watts) do "escritor", depois de acordar para a realidade do fracasso a nível pessoal, tenta a nível profissional dar também uma reviravolta. Apesar de ficar no ar que a mãe (Gemma Jones) lhe vira as costas eu creio que no final, a Wally conseguiu triunfar. Ah e pelo meio, deixa um chefe (Antonio Banderas), por quem teve um grande fraquinho.
Dia (Freida Pinto) livra-se de um pãozinho sem sal para ficar com um cobarde, desonesto, aproveitador - os brasileiros têm um adjectivo perfeito "cavageste" - terá ainda muito que penar (interpretação minha).
Alfie (Anthony Hopkins) que após terminar um casamento de 40 anos com Helena (Gemma Jones), num caso típico de meia (?) idade, envolve-se com uma "acompanhante de luxo", resolve casar com ela. Sempre em busca do filho, rapaz. Quando descobre que ela lhe é infiel tenta voltar para a mulher, sem sucesso. No final ainda dá o benefício da dúvida à actual companheira, ao deixar no ar que talvez faça um teste de paternidade... provavelmente dependendo do sexo do bebé.
No meio de todas estas personagens. A mais "desmiolada" durante todo o filme, Helena, que também tem problemas com a bebida (provavelmente agudizadas após o divórcio com Alfie), que depende inteiramente de uma "cartomante", a mais "naif" é a que acaba por encontrar o seu "tall dark stranger" (que é gordo, anafadinho, careca e baixinho).

Em resumo, segundo a cartilha do Woody Allen (e de outro meio milhão de pessoas), o importante é não deixar de acreditar.

 

Shakespeare said: «Life is full of sound and fury, and in the end signifying nothing»

P.S.: Sim, são quase todos iguais. ;)

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publicado por K às 21:00

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