Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Segunda-feira, 15 de Novembro, 2010

Depois das poucas horas que dormi. Com a casa completamente de pantanas - acrescentar na lista: no meio dos afazeres profissionais, arranjar um "becadinho" para por as coisas em ordem até 4ª Feira de manhã: é imperativo - e depois de me despachar à pressa, saio esbaforida de casa. Quase no limite, para não chegar atrasada - já chega o dia que vou ter, só por si, não preciso de criar (mais) entropia.
Ainda me lembro de que tenho de despejar o lixo. Como é habitual, quando o levo de manhã, coloco-o no carro, para, quando chegar ao Piso 0 (onde estão as casas do lixo) deixar no caixote respectivo. Faço isto inúmeras vezes. Provavelmente foi de ter dormido pouco. Ou de estar no mundo da lua. Ou... sei lá eu. Estou a chegar ao escritório (depois dos quase 20 km percorridos) reparo que no chão do lado do pendura está o belo do saco do lixo. "Eclipsou-se-me" que tinha de o ter deixado no meu prédio. Mentalmente, penso nas soluções possíveis. Deixar o saco dentro do carro, mais de oito horas está, completamente, fora de questão. Logo hoje que tenho o neurónio a trabalhar a 10 km/h - talvez por isso, me tenha esquecido de deixar no sítio indicado - lá me lembrei que há alguns caixotes do lixo (tipo "contentor" dos grandes) indicados para o efeito no parque de estacionamento da empresa onde trabalho. Dou mais uma volta extra ao estacionamento, para colocar o dito saco. Vem-me à memória aquelas cenas dos filmes em que os psicopatas resolvem deitar o lixo noutro lado, para não levantar suspeitas. Dou por mim a pensar que, acaso o Vigilante esteja, neste momento, a observar-me através das câmaras de CCTV e veja as mesmas séries e filmes que eu vai pensar que estive a esquartejar alguém e estou a livrar-me das provas. Já estou a ver. Chamam a polícia. Obrigam-me a despejar o meu lixo. De repente ouço uma buzina. Alguém que não está a dormir acordado, quer passar e o meu carro está no meio do caminho. Estava a sonhar acordada. Coloco o carro em andamento, estaciono no primeiro lugar que encontro e já sem o belo do saco do lixo sigo para o "estaminé".

Até ver, ainda não veio ninguém chamar-me. A ver vamos...

publicado por K às 13:30

Resumindo e concluindo, deixaste o lixo no carro não foi? Com as janelas fechadas? Fumas? Sabes o que é o gás metano? Sabes o que acontece quando este bafio é exposto a uma fonte ígnea ? Não? O teu carro com um saquinho desses durante 8 horas seguidas fica a funcionar a GPL.

Bom o que te aconteceu com o carro, acontece comigo em casa. "Esqueço-me" de o ir despejar pela conduta. É cá um "smell", quando chego a casa. A sorte é que o prédio é grande e moro numa das pontas ou ainda chamavam o Delegado de Saúde, a pensarem "olha o vizinho deve ter morrido. Coitado era estranho, mas parecia boa pessoa!!"
Bj


O a 15 de Novembro de 2010 às 18:51

Não. O saco do lixo ficou no caixote - mesmo antes da buzina do outro carro que queria passar.
Tenho assim uma leve, levissíma ideia do que poderia suceder ;)
Realmente... sorte dos teus vizinhos.
K a 15 de Novembro de 2010 às 19:30


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