Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Terça-feira, 26 de Outubro, 2010

Como muitas outras pessoas, até posso demorar algum tempo a tomar a minha decisão - às vezes sou muito rápida, noutras ocasiões pareço um caracol - mas, na grande maioria das vezes, depois de reflectir, quando se faz luz no meu neurónio e, basicamente, sai fumo branco do meu cerébro é chegada a altura de passar à prática e seguir em frente. O quanto antes.

Estou nessa fase. Enquanto não conseguir libertar este nó que se instalou não ficarei descansada. Creio que ninguém merece que se arraste uma situação quando, pelo menos uma das partes, constata que não faz sentido. Coragem, na hora "h", irei ter, nem sei bem como - logo se vê. Acima de tudo (e como prezo muito a amizade), qualquer coisa que se faça deve ser sempre tendo em mente que a amizade deve perdurar. Assim é que não dá para continuar. E esta vida é demasiado curta para eu estar invadida por estes sentimentos, os que não me fazem bem. Não. De forma algo atabalhoada, creio que já está a chegar a mensagem. E não, nenhum de nós tem qualquer problema. Mesmo. Mas a nossa história, neste contexto, tenho a mais perfeita convicção, já deu o que tinha a dar.

Deixa-me sossegar-te (apesar de saber que não lês o estaminé, nem sonhas que existe) que passámos óptimos momentos juntos. Mesmo. E que me marcaram bastante (positivamente). Até por isso, pelos bons momentos, e para que não os esqueçamos - quando a coisa corre mal no final, geralmente, são essas memórias, as negativas, que permanecem mais tempo como recordação - é importante que não deixemos arrastar. Lamento, mas feliz ou infelizmente, não conseguimos ordenar ao nosso coração para gostar ou continuar a gostar de determinada pessoa. Às vezes penso que se assim fosse seria bem mais fácil. Teria menos piada, é certo. Mas a dor seria menor. Sim, já sei que temos de passar pela parte dolorosa, para depois conseguirmos aproveitar os momentos bons quando chegarem - senão não conseguiríamos distinguir a tristeza da alegria - mas não me impede de desejar (ainda mais nestas alturas) que se tivéssemos algum controlo (tipo on e off) sobre o nosso coração seria bem mais fácil.

Sinto um misto de alívio e apreensão. É normal. É preciso ter calma. Vai passar. Tudo passa.

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publicado por K às 08:32

Bom dia K!
Desejo que tudo se resolva pelo melhor, e que possas contar com o tempo. Bj e força.
O a 26 de Outubro de 2010 às 11:14

Sim, vou precisar do tempo. Mas agora não. Agora é mais serenidade enquanto vou largando a bomba. O processo já foi desencadeado, não há volta. E, como eu temia, não está a correr bem.
'bigada. e 'bigada pela força, O!
K a 26 de Outubro de 2010 às 11:51


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