Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Quinta-feira, 21 de Outubro, 2010

Não preciso que me recordem a todas as horas que estou mais gorda.
Isto é como os io-ios, ou os interruptores, se quiserem. Umas vezes para cima, outras para baixo. O facto é que estava magra demais, escanzelada mesmo. E isso não era bom. Actualmente estou já a passar do que seria o "estar bem". Mas, escusam de mo lembrar a toda a hora, está bem? Algures irei encontrar o equilíbrio, não me macem com isso agora. Já chega eu constatar isso ao verificar a quantidade de roupa que não consigo vestir - aqui há uns tempos, meses, atrás, não conseguia vesti-la porque estava demasiado esquelética, logo a roupa ficava a nadar-me (sim, tenho de fazer um esforço e pensar que no auge da "magreza" cheguei a vestir roupa que não usava há quinze anos! choque! horror), agora a mesma roupa que estava larga, está demasiado apertada e... não me serve.
Naturalmente que não me agrada passar de um espectro ao outro, sem passar pela casa partida. Não, desta vez a "engorda" não foi repentina. Ao menos isso. Mas não tenho tempo ($$$) para renovar o roupeiro todo. Vidas. E não, não creio que desta vez o tabaco seja o culpado - já fez mais de um ano que larguei e só meses depois comecei a ganhar peso.
Sim, às tantas é da velhice. E pronto. Agora... não preciso que estejam sempre a recordar-me que estou mais gorda... boa?
Sim, sinto-me muito bem assim - azareco! temos pena! mas é a verdade - e estava demasiado magra. Agora... será que dava para parar por aqui? Não aumentar mais o peso? Será? Ah e já agora... será que dava para não ir todo para o mesmo lado? Tipo... tentar distribuir o acumular de "matéria corporal de reserva" pelo corpo todo, ao invés de armazená-lo num só sítio? Obrigada.

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publicado por K às 13:10

Olá K. Posso entrar? Se descobrir a solução para a distribuição da "matéria corporal de reserva" por favor avisa-me? :))
CL a 21 de Outubro de 2010 às 14:07

CL,
Não só pode... como deve! É muito bem-vinda! Siiiim, assim que descobrir o segredo... eu revelo ;)

Beijinhossss
K a 21 de Outubro de 2010 às 14:13

"Olá K. Posso entrar?" "Sim"
K, espere só um bocadinho, ou já se esqueceu que não é a única com problemas de peso? Á pois é, também eu...e se por pudor não refere em que parte do seu venéreo corpo a desditosa se agarra, digo-lhe eu, que a minha cola-se ao cinto. Aliás, ultimamente, ando num dilema. Se saiu à rua com, ou sem cinto. Confusas? Sim? Explico.
Como a K, também eu tenho no armário, além de esqueletos- K os esqueletos são meus, não seus- calças que em tempos, para sempre idos, me assentavam que nem uma luva. Sim, fui daqueles que olhava para o pai e dizia sobranceiramente: "Nunca serei com tu!" -afinal fazia 200 abdominais (talvez menos, mas quero-vos impressionar).
O meu pai, sabedor, dizia, laconicamente:"Tá bem abelha"
(Depois deste inoportuno tergiversar volto então ao dilema do cinto).
As muitas das vezes tenho que desapertar o primeiro botão das calças, após fugral almoço- parece que incho- precisarei de bifidus? Por vezes assusto-me, pois o inchaço é de tal ordem que julgo ir ter um volvo (não é um carro, suas materialistas- pesquisem na net- volvo intestinal)
Se tiver cinto ele traz-me a oportunidade de poder tapar a vergonha que é levantar-me, da cadeira, de botão desapertado. Eis uma das razões porque, por vezes, opto pelo cinto. Mas por outro lado, muitos dos cintos que tenho já não tem espaço para mais buracos- deviam ver-me a meio da noite com uma faca incandescente, na cozinha, a espetar o cinto com um olhar tresloucado (como vejo mal, fecho já muitos os olhos, o que me pode dar um ar sinistro)- digno de um filme de Hitchcock. Percebem assim o meu dilema não é?
Por isso CL, e se também carregar para aqui uns quantos pneus, aguarde um instantinho, enquanto me chego mais para a mesa e desaperto este maldito botão que me sufoca.

(Será que tenho de optar por um cordel grosso, nas calças- maldita moda, que privilegia as calças rasgadas e não um cordel de Nylon no lugar dos cintos).

Bj às duas
Pedro (O) a 21 de Outubro de 2010 às 17:29

Olha ele!! Muito pior do que imagina-lo a fazer furos no cinto com ar maquiavélico é imagina-lo com um cordel grosso a segurar as calças!! Quanto a alterações de peso, penso que dos 3 presentes apenas eu tive 2 crianças. Imaginem então as oscilações e o guarda-roupa desajustado :)
Para o inchaço aconselho carvão vegetal e não resisto a contar: uma vez, quando era miúda, ía de carro e desapertei o kilt (usava-se muito na altura) porque me estava a incomodar. Quando saí do carro esqueci-me desse pormenor... Fiquei sem saia na rua lol Não se esqueça deste episódio sempre que resolver desapertar as calças, ok?
beijos aos dois!
(quando quiserem podem-me visitar em www.avidaemaccao.blogspot.com - não sou muito assídua mas vou aparecendo)
CL a 21 de Outubro de 2010 às 22:46

O que eu me ri a imaginar a cena do kilt! muito bom!
K a 21 de Outubro de 2010 às 23:35


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