Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Sexta-feira, 08 de Outubro, 2010

Para variar, diz o governo, não vamos conseguir cumprir as metas instituídas. E, para satisfaze-las é necessário, dizem, fazer ainda mais sacrifícios. Vamos aumentar os impostos (receitas) para tentar equilibrar os gastos (custos). Em termos de diminuição de custos, (e para tentar atirar-nos areia para os olhos), vão cortar nos vencimentos (a partir de x euros mensais) dos funcionários públicos. Giro, giro (de acordo com uma notícia que ainda agora ouvi na rádio) é que a redução nos vencimentos vai originar, em alguns casos, a descida de escalão no IRS. Logo, no final, menos receita para o Estado. Não é lindo? Querem convencer-nos que estão a ser austeros e até baixam os salários (a partir de um plafond) e, afinal, vai-se a ver diminuem as receitas. Mas está tudo louco? E as declarações do senhor que está à frente da pasta das finanças? Passa a ideia que ainda ninguém tinha pensado nisso. Inacreditável. Das duas três: se efectivamente ainda ninguém tinha reflectido e feito contas, o que duvido, mesmo, sinceramente é muito grave; se, por outro lado, fingem que ainda não tinham pensado nisso, quando foi mesmo tudo deliberadamente pensado e feito é igualmente preocupante. A minha formação está longe de ser economia. Feliz ou infelizmente. Agora... que tal cortarem drasticamente nas despesas? Isso é que era. Se precisarem de ideias, meus caros senhores, avisem.

Seria anedótico se não estivéssemos na situação financeira que estamos. Com ministros assim que espelham o desnorte do (des)governo palavras para quê?

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publicado por K às 19:42

Bom dia BrasaK!!!
Percebe finalmente porque é que sou terrorista:)). Acredite. Isto não vai lá com urnas, infelizmente.
Até os cães andam a ficar com distúrbios de ansiedade. Hoje tive que medicar um Beagle com Xanax. O dono perguntou-me logo se o podia também tomar. Qualquer dia para nos levantarmos da cama só mesmo com medicamentos, enquanto os podermos comprar, claro está.
Bjjjjjjj...............e corrrrrrrrrrrrooooooooo para o Alentejo
O a 9 de Outubro de 2010 às 13:43

:( para o Alentejo também ía e, naturalmente, a correr também.
Acho que precisamos de governantes que:
- já tenham dinheiro suficiente e não encarem a carreira governativa como esta cambada: maneira de não fazer nenhum enquanto se engrossa a conta bancária;
- ideiais fortes de sentido de pátria (e não apenas para nos atirarem areia para os nossos lindos olhos);
- não tenham receio de decidir (altura em que não se consegue agradar a todos);
- considerem o crescimento a longo prazo com tanta ou mais prioridade (e naturalmente acções e insvestimentos) do que o "agora e já". - um dos grandes problemas dos últimos, vá 20 anos ou 30 de governos sucessivos. Só se preocupam enquanto duram os respectivos mandatos, o que tentaram fazer a longo prazo com supostas reformas foram quase todas, uma desgraça atrás da outra.
- ... (poderia estar aqui o dia todo... mas feliz ou infelizmente tenho de me ocupar com outras coisas).
Continuo a acreditar, piamente, no modelo democrático. Mas que faltam algumas pessoas "certas" para representar a nossa classe política, não tenho a menor dúvida. Ainda não me tornei reaccionária... mas, quem sabe um dia? Ainda faço um golpe de estado e vou lá por tudo na ordem (juntamente com alguns elementos da minha confiança e absolutamente essenciais). Depois de tudo direitinho, saio sem problema - algumas medidas que tomaria seriam tão impopulares (mas necessárias) que todos, a curto prazo me odiariam. A médio e longo prazo haveriam de compreender e concordar. Mas a nossa classe política vive é da imagem e quer ficar sempre bem na fotografia.
Vidas!
K a 10 de Outubro de 2010 às 11:23


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