Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Sábado, 27 de Setembro, 2008

Hoje foi um dia particularmente difícil.

Foi o primeiro evento social, daqueles de "pompa" e circunstância, desde que voltei a estar sozinha: o baptizado da Leonor que faz hoje um ano.

É curioso que, apesar de tudo, correu muito melhor do que eu, inicialmente, antecipara.

Talvez porque até há uns tempos atrás, era absolutamente normal (para mim), ir sozinha. Ou porque não tinha mesmo ninguém - leia-se namorado - ou porque o "caso" não dava azo a idas a casamentos e baptizados.

Aliás, agora que penso nisso, foram muitos mais os casamentos e baptizados de amigos e familiares a que fui sozinha, do que os outros.

 

Estas alturas são particularmente complicadas para quem "não leva par". Quem já passou por isso sabe. Mais a mais porque neste tipo de eventos, ao contrário de jantares, saídas, etc., as situações estão "montadas" para os casais e não para quem vai desacompanhado.

Então quando ficamos numa mesa só de casais? Mesmo que se tratem de bons amigos. Há sempre aquele estigma.

Hoje, felizmente, fiquei numa mesa "mista". Dois casais (um deles com a filhota, a Mafalda que é linda e tem pilhas duracel que nunca mais acabam) e três "desemparelhados". Há sempre, também, motivos de conversa, formas de "entreter".

Acabou por ser bastante agradável. Sem dúvida.

 

Mas a verdade é que me custou, também, mais até do que eu tinha imaginado. Ou melhor, a verdade é que nem sequer tinha reflectido muito, isto é, não tinha antecipado o que iria ser, como iria ser...

Acabou por ser um misto de sensações e sentimentos. Provavelmente valeram-me todas as vezes em que fui sozinha.

De certa forma, foi um reviver dessas situações.

Em que mesmo toda "aperaltada", com o vestido, a bela da sandaloca de salto considerável, guio o meu xavier - companheiro inseparável e fiel, o meu vw pólo. Sim, porque toda a gente sabe, é daquelas verdades inabaláveis, que nestas ocasiões é sempre o marido / namorado que guia o carro. As mulheres não estão devidamente calçadas para o efeito. Deve ser por isso. Talvez por essa razão, muitas vezes, eu levo um par "confortável" para a condução e outro adequado à "toilette" - palavra que associo a casa-de-banho, mas adiante.

 

Obviamente que para além de ser o primeiro evento deste tipo, também me terá custado porque, apesar dos pesares, efectivamente, ainda é tudo muito recente. Passou pouco mais de um mês. Essa é a verdade.

 

Houve ali um período, durante a cerimónia do baptismo (na igreja do Campo Grande, com o padre Feitor Pinto) em que me senti a vacilar. Fosse pelas palavras, pelo local... não sei. Mas a certa altura tive de reunir todas as minhas forças e socorrer-me delas, para não desatar num pranto. Sim, fui (muito) bem sucedida. Aguentei "firme".

 

Eu sei que até conseguir recompor-me, irei ter os meus "altos" e "baixos". É normal, outra coisa não seria de esperar. É natural e até salutar.

Seja como for, dói muito.

E, este tipo de ocasiões, é propício a deixar-me "em baixo".

Mas vai passar, eu sei que sim.

 

Valeram-me os amigos - mesmo, provavelmente, não se tendo apercebido disso - entre as conversas de circunstância, pormos a escrita em dia... ajudou-me a distrair e a afastar os pensamentos mais "blue".

 

Do resto, correu tudo bem. Desde a cerimónia (em que a Leonor chorou um bocadinho na altura da água benta) até ao almoço. Decorreu no clube dos empresários e estava tudo óptimo. Parabéns à Leonor e, claro, aos pais.

publicado por K às 19:14

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