Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Sexta-feira, 20 de Fevereiro, 2009

Estou preocupada. Não há maneira das dores da minha mãe irem diminuindo de intensidade. A juntar a isso, a parte psicológica tem dias que não é a melhor. É complicado. É um processo de recuperação muito lento (e muuuuuuuuito doloroso). Está a ser complicado. Ainda há pouco fiquei com o coração partido, com o desabafo do meu pai ao telefone. Está a ser uma grande dose para ele. Para mim também, claro, mas muito mais para ele que, todos os dias, a toda a hora, está a passar por tudo, sem conseguir aliviar-lhe a dor. A sensação de impotência levada ao extremo. Senti que ele está com algumas dúvidas, o que é absolutamente normal, estaria a mentir se eu dissesse que não as tenho. Não lhes digo nada. Não posso. Não devo. Cabe-me a função de os animar. De lhes dar a certeza que está tudo no bom caminho. Que não vai haver "re-incidências". Mesmo que eu não tenha a certeza de nada. Mesmo que, às vezes, eu pense a mesma coisa. Não posso.

Dói muito vermos quem nos é querido a sofrer e não podermos fazer nada, nada. Para além de tentar dar algum ânimo e esperança e muita, muita força.

Ambos me preocupam, tanto a minha mãe, como o meu pai. E gostava, mesmo, que nenhum deles estivesse a passar por isso. Já que não conseguimos controlar... pelo menos, bem que tudo isto podia terminar, obviamente da MELHOR forma. A minha mãe recuperar, de vez. Sem mais mazelas, nem consequências. Para que pudessemos, real e efectivamente, descansar um bocadinho, respirar de alívio e pensar que o maior susto já passou.

Eu tenho esperança que sim, que é isso que vai acontecer. O problema é... e até lá? Será que eles aguentam? Eu sei que tanto um como outro são fortes. Mas, bolas, nos últimos tempos têm sido muito solicitados e toda a gente tem o seu limite. Desejo que sim. Para bem deles e, claro, para o meu, que eles se consigam aguentar.

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publicado por K às 18:47

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