Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Sexta-feira, 27 de Agosto, 2010

que cada vez mais gosto menos de cozinhar.
«Ah e tal, mas relaxa-me. Enquanto cozinho consigo descarregar o stress do dia-a-dia.» - dizem-me alguns amigos (no masculino e no feminino).
Tretas! Penso eu, de imediato. Para mim é uma grandessíssima seca! Mesmo. Salvo raras, raríssimas excepções, cozinhar é um grande frete. Ah, atenção, fazer sobremesas não é cozinhar, pelo que esta actividade está excluída dessa famigerada lista de afazeres domésticos que abomino.

Ontem, porque me apeteceu, realço, não fui obrigada, coagida, nem nada que se pareça - para não virem dizer que era por estar com má vontade - resolvi ir fazer o jantar. Nada de muito elaborado. O sporting tinha ganho, ainda estava em estado de euforia - pensando a estas horas de distância até nem tem lógica nenhuma... mas estas coisas do coração, efectivamente, não são para serem tratadas como se fossem equações matemáticas para resolver - e, vai daí, enfrentei o arroz e os bifes (como vêem é, efectivamente, um repasto digno de reis e rainhas) bem de frente.
Uma "piquena" nota. Apesar de não gostar muito, "está-se-me" no código genético, quer eu queira, ou não, o ter jeito para cozinhar. Descendo de uma longa linha de malta que tem queda para as lides culinárias. De ambos os lados e tanto o meu pai, como a minha mãe são excelentes cozinheiros (creio que, por esta altura, já lhes terá passado o trauma da única filha fugir quase a oito pés - que é para ser mais rápido - da cozinha).  Após este esclarecimento... será fácil entender que, efectivamente, há algumas coisas que me saem muito bem. Sem que eu tenha de fazer qualquer tipo de esforço. Arroz é uma dessas "coisas", sai-me bem e normalmente apreciam bastante.

Ontem, só porque sei lá o quê, queimei-me com o vapor do arroz. Juro! Nunca me tinha acontecido. Ainda agora não entendo. Vai daí... e claro, depois de mergulhar a mão durante não sei quantos minutos em água fria a correr, com a questão toda... deixei que o dito se pegasse ao tacho. Ficou, minimamente, comestível - acredita, vai por mim, faço muito melhor!
Ah, claro, queimei-me e tal mas nem um mísero "ai" se ouviu, muito menos uma palavrinha menos própria.

Porquê tudo isto? Porque são agora 09:02, já lavei as mãos não-sei-quantas-vezes (ontem e hoje). Pelo meio já existiram banhos. Como é possível que passadas treze horas, ainda tenho o cheiro a cebola nas mãos? Como é possível?!?!?! Ah e tal, cozinhar relaxa. Tretas!

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publicado por K às 09:08

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