Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Quarta-feira, 18 de Fevereiro, 2009

Não entendo. Há coisas básicas, enquanto cidadãos que temos de cumprir, a bem da convivência em sociedade. Regras básicas. A tal questão da liberdade de cada um. É muito bom vivermos num país em que temos liberdade de expressão e tudo e tudo (claro que a liberdade de cada um "termina" quando interfere com a liberdade de outra pessoa, mas isso desvia-me do assunto principal). Mas, o que me chateia é que as pessoas, ou a grande maioria, se esqueça que também tem alguns deveres a cumprir. Por exemplo votar (nem que seja em branco), mas não ir lá é uma prova de desinteresse, de não querer saber. Também não quero ir por aí (não hoje), para não me desviar.

Era suposto ter havido reunião de condomínio. Não houve porque não compareceram o número de condóminos necessário para o quórum. É dever de um condómino participar nas assembleias gerais. Se não pode ir... passa procuração. Atingimos 9% do condomínio. Os restantes não cumpriram o seu dever. Claro que, ainda para mais estando, claro como água, na convocatória, na minha opinião, deveria ter-se realizado a reunião com os presentes (dizia o "tal" texto, passados 30 minutos, ficamos convocados tal e tal). Foi uma falta de respeito para os que cumpriram. Mas adiante. Só demonstra o quão (ine)ficiente é a empresa que está à frente da gestão do condomínio. Isso aborreceu-me.

Agora o que me chateou mais (e não sei como é que consegui ficar caladinha, estou mesmo a ficar mais velha, quiçá mais sensata... ou talvez não, o que devo ter mesmo é falta de paciência) foi aparecer uma condómina toda empertigada com o facto de ter de pagar custos de advogada e coisas que tais.

Pequeno à parte: Em Outubro passado foi deliberado em Assembleia Extraordinária que se iria seguir para as vias legais com os condóminos faltosos. E iniciou-se o dito processo para quarenta e tal devedores. Aparentemente essas execuções fizeram algum efeito.

Esta condómina alega que em 2006 mudou a sua morada e que informou a empresa de administração da altura. Que, desde então, nunca mais recebeu qualquer comunicação, nessa tal nova morada (estava a ser enviada para o seu apartamento deste condomínio) e, qual não é o seu espanto, quando em Janeiro vê o correio e percebe que tem de pagar, para além das dívidas, as custas com a execução. E estava toda incomodada.

Não acho normal que quem não paga condomínio desde meados de 2007, não cumprindo o seu dever, fique importunado porque não foi avisado que estava devedor e que o processo ía andar para a frente. Que caramba, os outros pagam. E diz que tentou várias vezes comunicar com a actual administração e que não conseguiu. Desculpas! Nós até temos vigilantes 24h por dia. Eles até podem receber cheques - diz que não sabia - mas desde sempre que puderam receber. Nem se deu ao trabalho de falar com eles.

Não me lixem. Cumpram o seu dever.

Se cada um cumprir, custa muito menos a todos.

Ou pensam que é só ter uma casinha? Que não há obrigações associadas? São as tais regras que temos de cumprir. Básico.

Enfim, chateia-me que só quando lhes doí o dente é que resolvem ir ao dentista. Se por acaso não se tivesse avançado com as execuções, esta condómina continuaria sem pagar. Agora inventa desculpas para fugir com o rabo à seringa. Tivesse cumprido e pago atempadamente. Custa pagar? A mim também, é um rombo no meu (parco) orçamento, mas pago. Sempre me ensinaram que primeiro cumprem-se as obrigações... só depois passamos à diversão.

Enfim, isto hoje não estou lá com um grande humor. Mas a verdade é que este tipo de coisas irrita-me. É daquelas coisas que, para mim, cabem no "rol" «portugal no seu melhor».

Bem, vou dormir que se calhar o meu mal é sono... ou melhor, vou por a leitura em dia. Sempre vou ficar mais animadinha.

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publicado por K às 21:29

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