Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Domingo, 04 de Julho, 2010

Ou... como ser extremamente "estúspido" e bastante inconveniente.
Ainda a propósito da minha viagem a Paris - bem que poderia ser outra qualquer - já em terras Lusas, acabadinha de chegar à capital, aeroporto da Portela, ao início da noite, seriam perto das 22h (sabendo que iria ter imensas horas de trabalho pela frente), dirijo-me ao local apropriado para apanhar um táxi. Sabendo de antemão que, supostamente, os táxis que estão nas "Partidas" são destinados aos Portugueses e/ou aos que vão para perto, foi para lá que segui, juntamente com a minha (pouca) bagagem. Ainda ouvi um comentário dos restantes colegas do senhor que me calhou na rifa, antes que eu tivesse, sequer, pronunciado o local para onde ía «Oh Alberto, é para perto mas, ao menos, vais bem acompanhado!» - provavelmente o vestido que trazia (nada de mais, como devem imaginar) terá originado semelhante frase. Isto para reforçar que, supostamente, quem vai apanhar um táxi ali é porque vai para perto.

Assim que pronunciei ao motorista para onde ía, ele rodou a cabeça e se o olhar dele matasse ter-me-ia trespassado o coração com o sabre mais afiado que a história alguma vez conheceu. Eu não tenho a culpa, honestamente, de morar tão perto do aeroporto - basicamente quase que só pago a bandeirada e o "acréscimo" da bagagem. E tenho tanto direito a apanhar um táxi como outra pessoa. Afinal, como querem que regresse a casa... a pé? Sim, porque nem sempre tenho quem me vá buscar - como foi o caso.

Arranjem outra forma de distinguir, por mim é como quiserem. Só não quero, sinceramente, é ter de me aborrecer com coisas como estas (ou outras). A vida é demasiado curta.

Ah! Depois a juntar a isso tudo, como o valor indicado não apresenta o total (adicionado do valor da bagagem) e como sou uma grande tótó, no final, estava - pensava eu - a dar-lhe uma gorjeta de 2 euros (se é muito ou não, lamento, mas isso é comigo). Quando o senhor, com os mesmos maus modos, me responde que não tem cinco cêntimos para me dar é que se faz luz no meu pobre neurónio. Nessa altura, naturalmente, dou-lhe uma moeda de 2 euros. Ah, então, dizia-me ele, que passava outra factura para que eu não ficasse prejudicada. Respondi-lhe, como seria de esperar, que esquecesse o assunto e que ficávamos mesmo assim. Espero, que, da próxima vez, talvez, receba alguém que vá para perto de outra forma. Afinal, é um profissional. Repito, não tenho culpa de morar perto do aeroporto.

tags:
publicado por K às 21:15

estive aí nem à 1 mês... e estava a ver que ia morrendo (várias vezes) entre o Oriente e a Universidade aberta. Com a história do acidente no entroncamento e comboios parados durante 4h pus de lado a hipotese METRO e lá fui eu de taxi a ver se chegava a tempo do fim da defesa da tese.
É que quase conduzem pior do que na Roménia!!! E são tão ou menos simpáticos. Ceus.
Shadow a 4 de Julho de 2010 às 22:01

:-(
Tenho mesmo pena que seja uma minoria os que enaltecem a profissão (como noutras profissões e trabalhos). Até porque lá fora, apesar de, por vezes, também apanhares ignóbeis (ainda agora, numa das deslocações apanhámos um... em quatro) o nível consegue ser bem distinto.
K a 4 de Julho de 2010 às 22:09


mais sobre mim
Gosto de...
Dias de Verão: praia, calor. Dias de Inverno: frio e neve. Família. Amizade sincera. Amor. Cantar a plenos pulmões. Dançar até cair para o lado. Boa gargalhada. Fazer tudo e coisa nenhuma. Música. Bom livro. Bom filme. Gelados. Chiquelates. Café. Chá. Dormir. Acordar com vontade de gozar o dia. Conversar horas a fio. Silêncio. Mar. Lua. Estrelas. Guiar sem destino. Viajar. Fotografia. Cheiro a "chuva molhada". Campo. Cidades. Cães. Ar livre. Futebol. Escrever. Pão quentinho com manteiga. Não dar pelo passar do dia. Férias. Trabalho... (nota: ordem aleatória)