Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Sábado, 19 de Junho, 2010

Ao chegarem a casa dos vossos pais onde hoje são "quase visita", isto é, há alguns anos que já não moram lá (já nem sei o local onde se arrumam algumas coisas e, a bem dizer, depois das obras, fui eu quem decidiu o que era arrumado onde... mas, entretanto, já passaram 9 anos e eu já vou na segunda casa-pós-pais), como é hábito, vou cumprimentar os cães. Há quem seja louco por gatos. Há aquelas pessoas que não ligam nada a animais. Eu sou doida por cães. Porque sempre cresci com eles (o meu é, ou era, caçador, logo sempre tivemos imensos cães), porque fazem-nos uma festa enorme quando nos vêem (e não é só quando lhes vamos dar comida, comigo, sempre foram os mimos: esse era o meu papel), porque nos adoram na mesma medida que nos gostamos deles. Porque sim! Reparei que um dos cães, o Pimpão, o meu cão preferido (neste momento é o único "macho", basicamente, é o rei, daí ser o meu favorito - masculino!!!), estava meio tristonho. Este é aquele que quando ralhamos com ele, depois de ter feito alguma asneira, voluntariamente vai para a casota, amuado, e lá permanece até que lhe passe a lua. Nem sai para comer. É um cão temperamental, acha-se flor de estufa. Não faltava mais nada que era ter um cão que não se pudesse chamar a atenção. É uma peste, mas é um querido. A minha mãe, muito preocupada, que ele estava muito sorumbático. E que nem tinha feito a festa habitual quando o meu tio ZC chegou. Resolvi ir investigar, começando por procurar a Maggie. Mas não a encontrei. A cadela, bem velhota, que lhe faz companhia. De imediato percebi que devia ter morrido. Há alguns meses (para não dizer anos) que esperávamos que acontecesse. Talvez por isso o cão estivesse tão tristonho: falta-lhe a companhia. As outrasd duas cadelas estão noutra parte, onde ele não tem acesso - forma de prevenir cachorros. Lá em casa é como na idade média: machos de um lado, fêmeas do outro. A Maggie podia estar com ele, porque, coitada, já não podia ter filhotes. Agora, o que me magoou foi os meus pais não me terem dito. Quando lhes perguntei o porquê, um responde-me que acha que disse (não o fez, eu lembrar-me-ia) e o outro afirma "para quê?". Do melhor! É por estas e por outras que eu sou (desmiolada) como sou. Não acho normal! A Maggie morre e não me dizem nada! Se fosse com vocês não ficavam chateados? Pois eu fiquei hier-super-mega fula da vida. A Maggie entrou nas nossas vidas (como a maior parte dos nosso cães) ainda em cachorra. Se não me falham as contas, terá sido há uns 17 anos o que, para um cão, ainda mais de caça é imenso. Apesar de ela sempre ter sabido bem poupar-se. Até ao momento (e olhem que já tive tantos cães que já lhes perdi a conta, apesar de recordar alguns dos meus de "top") nunca tive uma cadela mais ternurenta. Chegasse quem chegasse lá a casa, a primeira coisa que ela fazia era deitar-se de barriga para cima, no chão, a pedir mimo. Era o alimento dela. Ah e sempre, sempre, fez tudo ao contrário dos outros cães. Quando, na hora do calor, estava tudo (os restantes 3) à sombra, à procura do fresco, ela alternava entre banhos-de-sol e períodos à sombra. Sempre foi, também, muito dona do seu focinho. E, quando amuava, também, como o Pimpão, fazia greve de fome. Um doce de cadela. Vou ter saudades.

Sim, a irritação irá passar-me, mas, continuo na minha... não acho normal!!!

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publicado por K às 16:56

Aconteceu-me uma cena parecida quando estava na universidade e numa fase em que só vinha a casa ao fim de algumas semanas. Fiquei.... tão lixada. E fiquei também na dúvida se tinha o direito. Mas à medida que o tempo foi passando fui percebendo o porquê. jamais faria o mesmo. Mas agora percebo o porquê.
Shadow a 19 de Junho de 2010 às 23:43


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