Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Quarta-feira, 02 de Junho, 2010

Devo andar doente, só pode. Se os meus pais sonham, creio, deserdam-me. Isso ou internam-me numa clínica para doidos. Quem me conhece sabe que não morro por amores para, voluntariamente, me dirigir a essa divisão denominada cozinha para efectuar esse belo (?) acto de preparação e confecção de refeições, ainda para mais se for só para mim, nesse caso, esqueçam! Se ainda for a título de receber alguns amigos, a coisa pode, naturalmente, alterar-se, mas, não se iludam, será sempre algo nada complicado. Digamos que, basicamente, sempre achei uma pura perda de tempo, passar horas na cozinha para, em míseros minutos, se degustar a refeição. Para já não falar na bagunça que depois há para arrumar. Assim de repente, consigo enumerar mil e uma coisas muito mais interessantes para ocupar o tempo. Repito, para sobremesas sempre abri excepção e, assim ao de leve, conseguia entender o que algumas pessoas defendem: que cozinhar consegue relaxá-las. Ah, por vezes, quando questiono estas alminhas se continuam a achar, todo o santo dia, dia após dia, quando têm de preparar o jantar (e não sei quantos dias antes pensar no que será, logisticamente gerir tudo), que, efectivamente, cozinhar é relaxante, a grande maioria mantém a sua posição. Se mentem? Não faço ideia. Se sempre me fez confusão? Imensaaaaaa!
Ah, a juntar a tudo isto, os meus pais sempre cozinharam optimamente, ambos. E, mais para o meu pai, sempre foi (mais) um desgosto o facto de eu ter tanta repulsa em cozinhar. Nem posso dizer que não tenha jeito. Imodéstia à parte, nem é disso que se trata. Há coisas que me saem muito bem. Basicamente, sempre foi falta de paciência (como para outras coisas).
Estão, creio, perfeitamente inseridos no cenário. Agora, certamente entendem a parte do "devo estar doente". Diria mais: senil! Para quem se recorda e no meio de um dia bastante tumultuoso, resolvi por mãos à obra, que é como quem diz, finalmente, marcar algo que, desde há algum tempo tinha decidido fazer. Imbuída no espírito, tenho de (continuar a) mudar a minha vida e... não é tarde nem é cedo, é já! Foi ontem. Durante três horas e pouco estive num "workshop" de culinária. Juro! Correu lindamente. Gostei imenso. Aprendi alguns truques. Essencialmente (e era isso que eu procurava) receitas diferentes. Foi uma experiência interessante. Se, a partir de agora, irei, voluntariamente, flutuando, altamente motivada começar a cozinhar diariamente? Não me parece. Mas, creio, como tenho tido, ultimamente, alguma vontade de "inventar", sempre fiquei com mais algumas dicas para experimentar. Terapia, ou não, espero que não seja de choque. On va voir. Tenho de arranjar umas cobaias...

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publicado por K às 07:45

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