Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Segunda-feira, 12 de Abril, 2010

Hoje é um grande dia. De uma assentada três aniversariantes. A minha prima (uma das), o meu padrinho e a minha mãe. Não menosprezando os outros, naturalmente, este post é direitinho para a minha mãe. Não me canso de afirmar, o quanto gosto da minha mãe e do meu pai. Sou quem sou - com esta personalidade "especial" e tudo e tudo - muito devido à forma como eles me educaram. E não estou a referir-me, apenas, à questão dos princípios. Mas também, à maneira como tiveram um excelente contributo na minha formação enquanto "gente pensante". Se um dia que eu tenha filhos, for metade mãe do que a minha foi (é e continuará a ser por muitos anos), eles serão uns felizardos. Apesar de ainda não ter passado, a 100% esta maldita doença que resolveu voltar a chatear-nos. A verdade é que é também devido à força de vontade desta mulher corajosa que o cancro não tem conseguido levar a melhor. Admiro-a em tudo. TUDO. Gostava de ter a calma, a clareza de espírito e a simpatia dela. Herdei outras qualidades, é certo. Mas estas, infelizmente não. Desde muito nova que alguns amigos (e familiares: primos e afins) confidenciavam a sorte que eu tinha em ter uma mãe (e um pai) assim. Que a deles (ou o deles) não era nem metade. Recordo-me como se fosse hoje de concordar e reconhecer - sempre me apercebi disso - a sorte que tinha (e tenho). Atenção, não são, nunca foram, daqueles pais de fazerem as vontades todas, desresponsabilizando-se dos papéis de pais. Nada disso, bem pelo contrário. Tivemos (e com certeza iremos ter) algumas discussões, divergências de opinião, faz parte. É normal e até saudável. Mas souberam estar sempre presente e, acima de tudo, sempre primaram pelo exemplo - aquela velha história de "não olhes para o que eu faço, mas para o que digo" não pegava lá em casa.
Somos muito unidos, mesmo. E é giro ver que, com o passar do tempo, estamos cada vez mais.

Hoje está de parabéns uma mulher lindíssima. Que sempre soube cultivar e manter amizades. Profissionalmente, por onde passou, sempre foi elogiada e bastante competente - pena é que, infelizmente, nem sempre a tempo e horas tenham reconhecido, verdadeiramente, o seu valor e quanto a sua presença era importante. Em termos familiares, incluindo entre os irmãos (é uma família enorme) sempre foi o elo apaziguador. E entre o meu pai e eu também. Dona de uma coragem indescritível, com uma força de vida e perseverança de deixar o diabo de queixo caído. Gostava de conseguir exprimir tudo o que sinto e de exteriorizar o meu amor. É com comoção que divulgo aos sete ventos o meu enorme orgulho em tê-la como minha mãe. Se alguma vez alguém me perguntar quem é o meu ídolo, não tenham a menor dúvida: é ela! Um grande, grande beijinho da K.

[Ela não lê o meu blog - nem deve saber o que seja - pelo que não há perigo de lhe dar uma "suripampa" do coração ao ler semelhante post. Mais, ainda me dava na cabeça por um ou outro erro gramatical - devo ter cometido alguns]

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publicado por K às 13:35

:-)
Shadow a 12 de Abril de 2010 às 20:12

Parabéns para a tua mamã :)
é sem dúvida uma Mulher e pêras :)
Beijinho grande
sónia a 13 de Abril de 2010 às 00:02

'bigadaaaa!
K a 13 de Abril de 2010 às 00:17


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