Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Domingo, 27 de Dezembro, 2009

Creio que uma das coisas mais emocionantes é ouvir alguém descrever-nos (e acertar na mouche) quando nos é querido mas... não tendo "aquela obrigação" de nos elogiar, fá-lo de maneira que nos leva (e a quem está a assistir) às lágrimas. Foi o que sucedeu ontem quando a minha tia descrevia a importância que a minha avó (sogra dela) teve na sua vida. Inclusivamente divulgou que há bem pouco tempo e a propósito de uma dissertação que teve de fazer, cujo tema seria alguém de família que a tivesse marcado, em termos de personalidade, foi a sogra que ela seleccionou. A forma como a descreveu deixou todos os que estavam na sala (já vos disse que no Natal, somos muitos?) bastante comovidos. A minha avó foi uma excelente pessoa. Como já não há. A verdadeira matriarca, mas, em alguns casos, sem sequer precisar de puxar pelo galões. Pois, fazia-o de tal forma elegante que, todos, todos  sem excepção a respeitavam, ouviam e cumpriam os seus desejos. Sempre ajudou o próximo. Mesmo em alturas em que passava algumas dificuldades - havia sempre alguém em pior situação que precisava de apoio. Amiga de conversar horas e horas a fio. Tenho saudades dela. Muitas. Acima de tudo lamento o quanto sofreu, em termos da degradação da sua saúde e... continuo a achar que ninguém, absolutamente, ninguém deve passar por algo semelhante (muito menos alguém, como ela, que nunca fez mal a ninguém, muito pelo contrário). E o facto de ter uma fé inabalável? É que nem nas alturas de maior sofrimento... se deixou abater. Impressionante. Uma mulher de armas, à séria - acho que já viram o filme; poderia estar aqui dias a fio a falar da minha avó Z.

O facto da minha tia (de quem todos gostamos, não é isso que está em causa, naturalmente) ter seleccionado a minha avó como a pessoa que mais a marcou em termos de personalidade familiar (mais do que a própria mãe dela ou alguma das irmãs...) é elucidativo do tipo de pessoa (absolutamente espectacular) que foi a minha avó Z. e deixa-me tão orgulhosa de ser neta dela!

publicado por K às 09:02

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