Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Sábado, 12 de Dezembro, 2009

Deve existir uma qualquer regra de ouro - para variar desconheço, completamente, a sua existência - indicando que quando se está com a neura, não se aconselha inventanços (ahhh essa bela palavra) na cozinha.
A neura dos dias anteriores (4 e 5) - mesmo na 5ª tendo indiciado que estaria de saída, afinal, foi falso alarme - ontem instalou-se "à grande". Sim, mesmo sendo 6ª Feira. Incluiu o tempo que, completamente a "deshoras" estive de volta das sobremesas para daqui a pouco. Motivo: o almoço de Natal do grupo da AL - pelo menos esses indiciam que querem mesmo estar comigo, não, não estou a dar uma de coitadinha, até porque não tenho a mínima paciência e não é de agora, mas isso agora não vem ao caso.
Eu tinha de fazer a gelatina: checked (e está "tricolor", apesar do resultado final não ter ficado como eu queria) - é gelatina, tem muito pouco que possa correr mal. Mas, mesmo assim, até nisto ontem estava a ver a coisa não colaborava.
O pior foram mesmo os brigadeiros. Deram luta. Estava a ver que tinha de chamar o exército todo. Ele foi porque ontem, incautamente (devia estar a pensar na morte da bezerra e do curral inteiro), resolvi começar a fazer "as bolinhas" - lamento, não faço a mínima ideia do termo correcto - mas, hélàs, o "preparo" ainda estava quente. Tão quente que fritei as palmas das mãos. Fritaste? Fritaste como, K? Simples: porque é suposto ter um "bocadinho" de manteiga quando estamos a enrolar o "preparo" e a transformá-lo em "bolinhas". Como a coisa estava quente para burro - "atão" não era a bezerra?!?! - acabei por conseguir queimar as palmas das mãos. Giro, giro, foi que tudo aconteceu enquanto falava ao "tufone" (em alta voz) com a AL - parece que do lado dela a coisa com a mousse também não estava a correr nada bem - e além do meu "ai, ai, ai, ai" ela não se apercebeu de nada. Tendo, apenas, ouvido o som da água a correr. - Foi a parte que, mais tarde, informei: eu lá sou de fazer histerismos? Nada mesmo, inclusivamente com as palmas das mãos a queimar. Se estou "ai, ai, ai, ai, ai" - assim semelhante ao bombardeio do "na, na, na, na, na, na, não" - é sinal que algo não está bem. O tom de voz é ligeiramente diferente, naturalmente, mas nada de gritarias nem coisas que o valha.

O E. ainda veio tentar animar (um ao outro, apesar de ontem, com a minha neura em estado galopante, infelizmente, não conseguia melhorar o estado de espírito dele) e sugerir algumas coisas para eu fazer com o "preparo".
Há, no entanto, uma característica em mim, em algumas situações tenderá para as qualidades, noutras, para os defeitos, que dá pelo nome de teimosia. Quando ontem (ou melhor, já seria hoje) desliguei tudo, enquanto pensava: amanhã logo se vê o que faço, eram perto das 02:30, equacionei algumas alternativas. Hoje, perto das 07, quando esse belo objecto denominado despertador, me arrancou do lado calmo do sono de beleza resolvi meter mãos à obra, com ou sem neura. Terminei a gelatina (acrescentando a terceira cor). E ataquei o "preparo" fazendo as ditas bolinhas. E... não é que a coisa correu bem? A sério. É que tanto de sabor (como ontem de aroma, o próprio E. afirmou) estão óptimos, isso não é novidade (i)modéstia à parte. Bem, podem não ter ficado brigadeiros perfeitos (isto é, bem "enroladinhos"), mas assim até se vê que são mesmo home maid ;)
E sim, lembrei-me da criançada e fiz umas mais "piquenas" para elas também.
Duvidam? Eis a prova:

      

 


 

Com que então, os senhores brigadeiros achavam que levavam a melhor?
Conclusão: não há relação, aparente, entre neura e capacidade para fazer brigadeiros.
E daqui a nada: hora de ir para o almoço do amigo mistério.

publicado por K às 09:24

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