Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Segunda-feira, 07 de Dezembro, 2009

... quando alguém está ao telefone, para chamar a atenção do interlocutor diz "olha"?
Ao que julgo saber... "olha" vem do verbo olhar (conjugação na terceira pessoa do singular, neste exemplo, no presente do indicativo). Na minha ideia, se estamos a falar com alguém ao telefone é sinal que não está ao pé de nós - caso, contrário, faríamos o que fazem as pessoas normais (ou será que estas são as anormais?): íamos ter com a pessoa e falaríamos cara-a-cara. Por acaso, conheço alguém (há sempre excepções) que, por comodismo, "tufona" em vez de se levantar para ir falar com colegas, mas é sem intenção.
Ou seja, se não estamos ao pé do nosso interlocutor, por que raio havemos de lhe estar a dizer para "olhar"? Não entendo... A pessoa que está ao telefone é livre de fazer o que bem entender - eu sei que não sou exemplo, até porque, por vezes, estou a atender duas chamadas em simultâneo, em "tufones" diferentes, e, ainda a dar indicações ao "people" (eles ficam meio baralhados, assim como quem está do outro lado do "tufone" - é... como só tenho um neurónio ele tem de se aplicar... e depois dá nisto! - quem somos nós para lhe estar a dizer "olha". E, já agora... "olha para onde?" É que nós não fazemos nem ideia do ambiente que está ao pé do nosso interlocutor...
Não entendo, mesmo, é daqueles mistérios.
Sim, tenho de admitir, pelo menos para mim... o "olha" está a um nível quase igual ao do "próprio".
Muito haveria, também, para divagar sobre estarmos a dar indicações ao nosso interlocutor para "olhar" - quando a maioria das vezes, nem sequer pretendemos que "olhe" em determinada direcção, uma vez mais, estamos a querer chamar a atenção. Mas se estamos a falar com alguém e queremos chamar a atenção - sim, nem concebo aquela mania que outros tantos têm de estar a "cutucar" os interlocutores, oh meus amigos!!!, nós não somos animas! - é sinal que não estamos a ser suficientemente interessantes (seja no assunto ou na forma como nos estamos a expressar)... vai na volta, mais vale mudar de estratégia (no limite, calarmo-nos)... mas não vou começar (outro) devaneio (para já)...

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publicado por K às 11:03

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