Há dias excelentes, memoráveis. Há também os menos bons. Os marcantes. Os decisivos. Este espaço é, apenas, um conjunto de desabafos fruto dos dias que vou percorrendo e da minha (in)sanidade mental. E, tal como eu... tem dias!

Segunda-feira, 16 de Novembro, 2009

Não há como negar. Hoje estou em dia não.
Claro que não ajuda (mesmo nada) ter dormido muito mal: ora tinha frio, então vá de ir buscar o edredõn (pequena ressalva neste ponto, habitualmente, eu tenho bastante calor, mais do que a maioria das "meninas") "levezinho" (ou seja, ainda é daqueles de "meia estação" não é o do Inverno, este último, aliás, é muito raro parar em cima da cama... porque é efectivamente, muito quente, pelo menos para a zona onde eu moro). Mas, naturalmente, como eu temia, tive imenso calor. Ora tinha frio (quando me destapava), ora tinha calor... "gaijas"!!! Se quando me deitei ontem à noite me doía a garganta, está visto que, durante a noite a coisa não melhorou bem pelo contrário.
Também não ajudou o facto de ontem ter sido o funeral do pai da S.. Curioso, ou não, é o facto que até a missa de corpo presente ter começado (foi na Basílica da Estrela) o São Pedro ameaçava que, a qualquer momento iria chover e, mal o padre iniciou a missa começou a cair uma tormenta, mesmo quando os "serviços" terminaram, apesar de em menor quantidade, não mais parou de chover. Foi uma tarde estranha, muito estranha. Estas coisas mexem sempre comigo, mais do que eu gostaria que acontecesse.
A S. apesar de, naturalmente, estar a sofrer (ainda para mais porque o marido, o T., ficou retido em Londres - a burocracia portuguesa mantém-se além fronteiras: ainda não conseguiram registar a Emma que nasceu há dois meses, no consulado dizem que só lá para Fevereiro e, enquanto isso não estiver resolvido, não podem sair, ou melhor, depois não poderiam entrar... Logo ela tem estado estes dias sozinha, com a mãe, sem as filhotas e o marido. Há males que vêm por bem, a ver se com a morte do pai - a certidão de óbito já foi entregue - o processo acelera e ele consegue vir), sentiu-se, simultaneamente aliviada. O pai deixou de sofrer, parece que a última semana, então, foi muito má mesmo. Eu entendo-a perfeitamente. Quando vemos alguém de quem gostamos tanto em sofrimento e sem perspectivas de melhoras, é mesmo melhor para todos, em especial para quem está a ter as dores insuportáveis, que a coisa termine.

Ah e continuo sem emenda no que diz respeito a esquecimentos: hoje foi o rato do computador... lindo! Vou ver se alguém me empresta um... e eu com tantos em casa...

Sem dúvida, cheira-me que vai ser um dia muito bom...

publicado por K às 08:32

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